Uma solução definitiva contra a quebra da porta da GalinhaChoca...
Porta em MDF... Simples assim. :-)
Meu primeiro contato com uma chocadeira "Galinha Choca", um modelo para 330 ovos, trivolt (especificações do fabricante), não poderia ter sido mais traumatizante. Outras tantas máquinas depois, o relato dos proprietários é sempre o mesmo. Queda e quebra da porta... Jurei que nunca mais pegaria outra para manutenção, mas a mão "coça" por problemas, sem falar na gasolina que aqui sobe enquanto lá fora, baixa. Mas isto é outro papo. Vamos à minha (malfadada) "primeira vez".
- O susto.
Recebi a máquina com a reclamação de que não esquentava e que já perdera duas cargas de ovos. Ao proceder aos testes iniciais, abri a chocadeira para verificação interna e SPLASH!!! SPLÉÉÉÉM!!! SCRANCH!!! (ou TRIMM ou BELELÉM ou seja lá que barulho foi!!!) Levantei-me de um salto, olhando para todos os lados, meus companheiros desorientados, todos tentando entender... que diabos estava acontecendo?!? Passados alguns segundos, e com o coração ainda na garganta, restava à minha frente uma chocadeira SEM A MALDITA PORTA DE VIDRO e um monte de cacos de vidro esparramados pelo chão... E eu ainda sem entender po...isa nenhuma...
Uma vez "caída a ficha", ao examinar o sistema de fixação da tal da porta o susto deu lugar a um misto de raiva e incredulidade! A droga da porta de vidro, de 6 mm de espessura por cerca 600 mm de comprimento e 400 mm de altura, pesada prá caramba, em TODOS os modelos deste fabricante é presa por um parafuso com ponta siliconada de uma dobradiça de chapa fina parecida com essa...
Faltou pouco para que eu devolvesse a máquina. Mas, e a "honra da firma"? Decidi tocar para a Parte II,
- A saga...
Feita a vistoria, ao ligar a máquina não obtive qualquer sinal de vida. Retirei a tampa do inversor, localizado na lateral direita da chocadeira e, na hora, diagnostiquei: hepatite!! Muita calma nesta hora... O amarelão presente não era mais que o reflexo da fiação do aparelho, TODA em cabinho 18, amarelo.
Mexe daqui, empurra dali, puxa este, levanta o outro, vamos tentando entender.
Um circuito de entrada de rede AC, outro de alimentação de relés automotivos 12 V DC, outro de entrada (de bateria 12 VDC) e saída no inversor (127 VAC), outro de alimentação de relés 220 V, dos motores de viragem (AC), das ventoinhas (DC), da resistência de aquecimento (AC)... Um monte de circuitos distintos, em uma maravilhosa maçaroca de cabinho 18 amarelo... Isto porque, o cara que "bolou" a montagem, tem sei lá quantos anos como eletricista... de automóveis... Xá prá lá. Bola prá frente...
A chocadeira, além de vários itens, vem equipada com um inversor (ROC, claro) de 12/127 V e uma chave HH, que seleciona a tensão de entrada (110/220) do trafo que alimenta um conjunto de relés automotivos.
Estando a chave em 110 V, tão logo aconteça o corte no fornecimento de energia elétrica o inversor é acionado, graças ao desarme dos relés automotivos, e mantém a máquina funcionando. Restabelecida a força, o trafo alimenta os relés que, ao atracar, comutam do circuito do inversor para a rede elétrica. Tudo beleza. Tudo certo, tudo bonitinho. Até que...
O cliente resolve instalar a chocadeira na rede 220 V... Aí, pega!
Além da coisa toda funcionar como mal explicado acima, acontece o acionamento de dois outros relés para 220 V, que fazem a comutação dos enrolamentos dos motores de viragem, do primário do transformador de alimentação das ventoinhas (de fonte de computador!) e do "tap" da resistência de aquecimento. Daí que, ao ligar, "PUUFFF!! ZZZZZT!!". Novos ruídos, e a máquina morre de decúbito central... Invariavelmente...
Quer saber porquê? Pede que eu conto...
Essa não tem o inversor, "apenas" duas chaves HH seletoras de tensão de entrada.



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